Uma visita apenas ao Agueirinho é suficiente para provocar no espectador uma vontade criativa seja ela de que natureza for.
É na verdade, um local que intensifica os nossos sentidos e percepções.
A paisagem de beleza virgem, entre quedas de água, fragas, árvores centenárias e plantas selvagens, ganha mais expressividade quando situada numa impressionante proximidade com o centro urbano de Vila Real.
Aqui, o bosque vive em perfeita simbiose com a outrora marca da mais sofisticada tecnologia do sec. XIX.
A antiga central eléctrica é ela também um local virgem, possui ainda, máquinas industriais que fundidas na historia são puras obras de arte. Biel deixou-nos este artefacto que o imortaliza.
Toda esta conjuntura projecta-nos para um tempo longínquo onde cada elemento presente parece contar-nos um pedaço de história.
É esta historia que urge recriar, como se de um pedido se tratasse.
Inspirador de músicos, fotógrafos, museológos e apaixonados, o Agueirinho não deixa ninguém indiferente.
O trabalho final da disciplina de Produção audiovisual I, surge assim, como uma oportunidade de valorizar o nosso património. Em sentido inverso, o Agueirinho é também ele, uma oportunidade de valorizar o trabalho final da disciplina.
Sendo impossível renegar todos os elementos presentes no local, parece-me, que a realização de uma docuficção será o mais indicado, uma vez que o quadro cinematográfico merece a assinatura do seu criador.
Assim, ao registo do espaço deverá ser acompanhado a personalidade.
Emílio Biel
As imagens fotográficas contidas neste post são de autoria do aluno João Carlos do 2º ano do Curso de CM a quem desde já agradeço

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